Carvalhais autóctones: porque Portugal precisa de uma lei para os proteger

Os carvalhais são dos ecossistemas mais biodiversos de Portugal, mas ocupam apenas 2,5% da floresta nacional e continuam sem proteção legal específica. No aponte AMBIENTAL, José Janela destaca o alerta da coligação C7 e a oportunidade criada pelo futuro Plano Nacional de Restauro da Natureza para recuperar estes bosques autóctones.

Os carvalhais autóctones são um património natural único, mas ocupam hoje apenas 2,5% da floresta portuguesa. A coligação C7 alerta para a ausência de proteção legal específica e defende uma lei que salvaguarde estes ecossistemas completos. No aponte AMBIENTAL, José Janela explica porque estes bosques são essenciais para a biodiversidade, para o clima e para o futuro do território.

Hoje vamos falar dos carvalhais autóctones, um dos ecossistemas mais ricos e importantes de Portugal. A coligação C7, que reúne sete organizações ambientalistas, entre elas a Quercus, alertou que os carvalhais continuam sem uma proteção legal específica, apesar do seu enorme valor para a natureza e para as pessoas.

Os carvalhais são verdadeiros refúgios de biodiversidade. Debaixo da copa dos carvalhos vivem centenas de espécies de plantas, aves, mamíferos, insetos, fungos e muitos outros organismos. Além disso, ajudam a proteger os solos, regulam a água, armazenam carbono e tornam a paisagem mais resistente às secas e aos incêndios.

No entanto, estes bosques têm vindo a desaparecer ao longo das últimas décadas. Hoje, os carvalhais ocupam apenas cerca de 2,5% da floresta portuguesa, devido à substituição por monoculturas, à fragmentação da floresta e à falta de instrumentos legais que garantam a sua conservação.

A C7 defende a criação de uma lei própria que proteja não apenas árvores isoladas, mas também os carvalhais como ecossistemas completos. Considera ainda que o futuro Plano Nacional de Restauro da Natureza representa uma oportunidade para recuperar estas florestas e aumentar a sua área em Portugal.

As organizações defendem também mais incentivos para os proprietários que conservam floresta autóctone, uma melhor gestão do território e mais educação ambiental nas escolas, para que as novas gerações conheçam o valor destes ecossistemas únicos.

Proteger os carvalhais é muito mais do que proteger árvores. É preservar a biodiversidade, garantir água e solos mais saudáveis, reduzir os impactos das alterações climáticas e conservar uma parte importante da identidade natural de Portugal.

Conselho ambiental

Sempre que participar em ações de reflorestação, opte por espécies autóctones, como os carvalhos, os sobreiros ou as azinheiras, adequadas à região. Valorize os bosques naturais e ajude a divulgar a importância da floresta autóctone. Proteger os carvalhais é investir num território mais biodiverso, mais resistente às alterações climáticas e mais seguro para as próximas gerações.

E lembre-se de ajudar a preservar o ambiente!


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