Guia dos Cágados de Portugal: espécies nativas, invasoras e conservação dos habitats aquáticos

O aponte AMBIENTAL destaca o lançamento do primeiro Guia de Campo dos Cágados de Portugal, uma publicação da Palombar que permite identificar e compreender estas espécies essenciais aos ecossistemas aquáticos. Em Portugal existem 11 espécies de cágados, mas apenas duas são nativas, incluindo o cágado‑de‑carapaça‑estriada, atualmente em perigo de extinção. O programa aborda o papel ecológico destes répteis, as ameaças que enfrentam e os cuidados que todos os cidadãos devem ter para proteger os habitats onde vivem.

O aponte AMBIENTAL apresenta um programa dedicado aos cágados de água doce, revelando a importância ecológica destes répteis, as ameaças que enfrentam e o contributo do novo Guia de Campo dos Cágados de Portugal para aproximar o conhecimento científico de todos os cidadãos.

Hoje vamos falar de uns animais muito discretos, mas muito importantes para a biodiversidade: os cágados de água doce, ou tartarugas de água doce. Foi lançado o primeiro Guia de Campo dos Cágados de Portugal, uma publicação da associação Palombar que ajuda qualquer pessoa a conhecer e identificar estas espécies.

Muitas pessoas não sabem, mas em Portugal existem 11 espécies de cágados, e apenas duas são nativas: o cágado-de-carapaça-estriada, que está em perigo de extinção, e o cágado-mediterrânico. As restantes são espécies exóticas, introduzidas pelo ser humano, muitas delas através do abandono de animais de estimação na natureza.

Os cágados vivem em rios, ribeiras, charcas e lagoas e desempenham um papel importante nos ecossistemas. Alimentam-se de pequenos invertebrados, incluindo larvas de mosquitos, ajudam a manter o equilíbrio dos habitats aquáticos e são um indicador da qualidade da água.

Infelizmente, enfrentam muitas ameaças. A destruição e degradação das zonas húmidas, a poluição, a seca, os atropelamentos e, sobretudo, a presença de espécies exóticas invasoras colocam em risco a sobrevivência dos cágados autóctones. A conhecida tartaruga-da-Flórida é um desses exemplos, competindo por alimento e abrigo com as espécies nativas.

O novo guia pretende aproximar o conhecimento científico de todos os cidadãos, mostrando que proteger os cágados é também proteger os rios, as charcas e toda a biodiversidade que depende destes habitats.

Conselho ambiental

Se encontrar um cágado na natureza, não o leve para casa e não o retire do seu habitat, mesmo que lhe pareça estar sozinho. Nunca liberte tartarugas de estimação em rios, lagoas ou charcas, porque podem tornar-se espécies invasoras e ameaçar os cágados autóctones. Se já não puder cuidar do seu animal, contacte o ICNF, um centro de recuperação de fauna ou outra entidade competente para encontrar uma solução adequada. E, sempre que visitar zonas húmidas, respeite estes habitats, evite deixar lixo e mantenha os cães sob controlo. Pequenos gestos podem fazer uma grande diferença para a conservação destes répteis tão importantes.

E lembre-se de ajudar a preservar o ambiente!


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