Isabel Sadio apresenta linha cultural de Ponte de Sor para 2026 e 2027

Em entrevista ao jornal aponte, a vereadora da Cultura detalha a estratégia cultural do concelho, destacando a descentralização, os espaços culturais, os protocolos ativos e a preparação de 2027, marcada pela Bienal de Arte Moderna e Contemporânea e pela continuidade das Festas da Cidade no campo da Restauração.

O jornal aponte recebeu a vereadora da Cultura, Isabel Sadio, para uma entrevista dedicada à apresentação da linha cultural adotada pelo Município de Ponte de Sor. A responsável detalhou a visão estratégica, os espaços culturais, os protocolos ativos, a dinâmica das associações e a preparação de 2027, marcada pela Bienal de Arte Moderna e Contemporânea e pela continuidade das Festas da Cidade no campo da Restauração.

A vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Ponte de Sor, Isabel Sadio, afirmou ao jornal aponte que a cultura é pensada como um todo integrado na ação diária do executivo. Destacou que a cultura “não é um fim em si mesma”, mas “um veículo” e “uma ponte”, permitindo literacia, mais mundo e desenvolvimento de valores como solidariedade, integração e respeito pela diferença.

A responsável sublinhou que a cultura está presente em todas as áreas, desporto, turismo, educação e que o concelho dispõe de vários equipamentos culturais, como o Centro de Artes e Cultura, o Centro Cultural de Montargil, o Centro Interpretativo de Molinologia de Foros de Arrão, o Teatro Cinema de Ponte de Sor, o Mercado Municipal de Ponte de Sor, o Mercado de Galveias, o anfiteatro da zona ribeirinha e o anfiteatro do Laranjal. Recordou que o acesso às exposições é gratuito e que alguns espaços continuam por descobrir por parte de residentes.

Isabel Sadio destacou que a proliferação de espaços culturais resulta de uma política de descentralização que procurou aproximar a cultura das pessoas, contrariando a interioridade e garantindo que o concelho dispõe de respostas culturais equivalentes às dos grandes centros urbanos. A oferta cultural tem sido eclética, abrangendo diferentes públicos e trazendo propostas que nem sempre são óbvias.

A vereadora referiu a importância das associações culturais e musicais, destacando projetos como o Musicando e o Kits, que têm permitido o surgimento de novos talentos e reforçado iniciativas como a orquestra de harmónicas. Sublinhou também a articulação com escolas, IPSS e movimentos culturais.

Isabel Sadio destacou os protocolos com o Festival Sete Sóis Sete Luas e com a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, que têm trazido ao concelho artistas contemporâneos e residências artísticas. Referiu que estes protocolos têm sido muito bem‑sucedidos e que a comunidade tem beneficiado do contacto direto com os artistas.

A vereadora explicou que o Município se associou à Bienal de Arte Moderna e Contemporânea promovida pela Arte Mós de Estremoz, que trará artistas internacionais em imersão comunitária. Sublinhou o conceito de “cultura ecoarte”, destacando que o território influencia diretamente a criação artística, valorizando elementos como o montado e o cluster aeronáutico.

Isabel Sadio afirmou que as Festas da Cidade de 2027 voltarão ao campo da Restauração, espaço que demonstrou capacidade para acolher grandes eventos. Destacou que a programação cultural é pensada com antecedência e que o objetivo é garantir atividade contínua ao longo do ano.

A vereadora referiu que a adesão às iniciativas culturais tem sido positiva, destacando o aumento de público nas sessões de cinema e o reconhecimento crescente da comunidade relativamente à oferta cultural do concelho.

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