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João Jordão explica como a LEADERSOR orienta investimento e desenvolvimento no Alto Alentejo

A LEADERSOR, entidade com mais de três décadas de intervenção no território, continua a desempenhar um papel decisivo na gestão de apoios e na definição das linhas de orientação para os investimentos regionais. Em entrevista ao jornal aponte, João Jordão sublinha a importância da tecnologia, da eficiência e da água para garantir o futuro agrícola do Alto Alentejo.

A LEADERSOR, entidade associativa criada no início dos anos 90, tem sido um dos pilares discretos mas estruturantes do desenvolvimento no Alto Alentejo. Com uma atuação centrada na gestão de programas agrícolas e na definição de estratégias locais de investimento, o trabalho da instituição continua a moldar o território, apoiando agricultores, empresas e projetos que sustentam a economia regional.

A LEADERSOR, entidade associativa criada no início dos anos 90 e sem fins lucrativos, tem desempenhado um papel estruturante no desenvolvimento do Alto Alentejo através da gestão de programas agrícolas e da distribuição de apoios financeiros orientados para o território. Em entrevista ao jornal aponte, João Jordão, coordenador da instituição, explica que a missão da LEADERSOR passa por gerir um envelope financeiro associado ao Ministério da Agricultura, garantindo que os investimentos chegam aos setores e atividades considerados prioritários para a região. Ao longo de várias gerações de fundos comunitários, a entidade tem acompanhado projetos que contribuíram para transformar pequenas e médias explorações em unidades de maior dimensão e relevância económica.

A LEADERSOR integra uma assembleia de cerca de 54 parceiros, representativos dos setores âncora dos concelhos abrangidos. É este conjunto de entidades que fornece os contributos estratégicos que orientam a definição da estratégia local de desenvolvimento, permitindo ajustar prioridades, taxas de financiamento e distribuição de verbas. Embora enquadrada na Política Agrícola Comum, a instituição dispõe de alguma margem para reforçar áreas consideradas essenciais para o território. Atualmente, a aposta recai menos no alojamento turístico e mais nas atividades de animação, entendendo que o território já dispõe de camas suficientes, mas carece de oferta que prolongue a permanência dos visitantes.

A escassez de mão de obra é um dos problemas estruturais identificados por João Jordão. Segundo o coordenador, o futuro da agricultura depende da tecnologia, não como alternativa, mas como única solução viável. Drones, sondas de humidade e maquinaria avançada deixaram de ser tabu e passaram a ser ferramentas indispensáveis para garantir eficiência, reduzir custos e compensar a falta de trabalhadores. Os projetos que incorporam tecnologia, eficiência no uso da água, economia circular ou práticas ambientais responsáveis são premiados nos critérios de pontuação das candidaturas.

A água surge como o fator decisivo para a viabilidade agrícola do Alto Alentejo. João Jordão sublinha que o sucesso das explorações depende diretamente da disponibilidade hídrica e destaca a importância do Pisão para concelhos como Alter, Avis e Fronteira. Várias empresas, incluindo setores não tradicionais na região, aguardam a concretização do projeto para avançar com investimentos de grande dimensão. O coordenador reforça que não existe desperdício na utilização da água para produção agrícola, lembrando que a água usada regressa ao ciclo natural, ao contrário do que acontece quando atravessa o território sem ser aproveitada.

A LEADERSOR assume também um papel essencial de proximidade com pequenos e médios agricultores, que muitas vezes enfrentam dificuldades na utilização das plataformas digitais de candidatura. Este acompanhamento tem permitido que projetos que, de outra forma, se perderiam, avancem e se consolidem. A entidade é responsável por apoiar investimentos até 300 mil euros, sendo que projetos de maior dimensão seguem para linhas nacionais.

Num contexto de recursos financeiros cada vez mais reduzidos, a LEADERSOR tem reforçado a importância da vigilância e da prevenção de incêndios. Os projetos que integrem sistemas de proteção das propriedades ou equipamentos de combate rápido recebem majoração na pontuação, garantindo maior probabilidade de financiamento quando existe overbooking de candidaturas.

João Jordão conclui sublinhando que o território enfrenta simultaneamente escassez de mão de obra e de recursos financeiros, mas que a tecnologia, a eficiência e a gestão estratégica dos apoios continuam a ser caminhos essenciais para garantir o futuro da agricultura e do desenvolvimento regional.

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