Plano Nacional de Restauro da Natureza entra em consulta pública até 19 de agosto

O aponte AMBIENTAL analisa o Plano Nacional de Restauro da Natureza, documento estratégico que define como Portugal pretende recuperar rios, florestas, zonas húmidas, áreas agrícolas e ecossistemas marinhos degradados. O CNADS considera o plano essencial, mas recomenda metas claras, indicadores, soluções baseadas na natureza e maior integração entre políticas públicas. A participação dos cidadãos é destacada como elemento decisivo para o sucesso do restauro ecológico.

O Plano Nacional de Restauro da Natureza está em consulta pública até 19 de agosto e define como Portugal pretende recuperar ecossistemas degradados nas próximas décadas. No aponte AMBIENTAL, José Janela analisa as recomendações do CNADS, as soluções baseadas na natureza e a importância da participação dos cidadãos na construção de um país mais resiliente.

Olá, Hoje no programa aponte Ambiental vamos falar de uma oportunidade importante para todos os que se preocupam com o futuro da natureza em Portugal. Está em consulta pública, até dia 19 de Agosto, o Plano Nacional de Restauro da Natureza, um documento que vai definir como o nosso país pretende recuperar rios, florestas, zonas húmidas, áreas agrícolas e ecossistemas marinhos degradados nas próximas décadas.

O objetivo é simples de explicar: não basta travar a destruição da natureza. É preciso restaurar aquilo que já foi degradado. Afinal, ecossistemas saudáveis ajudam a produzir alimentos, a armazenar água, a reduzir os efeitos das alterações climáticas e a proteger a biodiversidade.

O Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, o CNADS, considera que o plano é um passo muito importante, mas apresenta várias propostas para o tornar mais eficaz.

Uma das principais recomendações é que o plano tenha metas claras, prazos definidos e indicadores que permitam avaliar se os resultados estão realmente a ser alcançados. Restaurar a natureza não pode ficar apenas no papel.

O CNADS defende também que seja dada prioridade às soluções baseadas na natureza. Por exemplo, recuperar rios e ribeiras, restaurar zonas húmidas, proteger turfeiras, plantar espécies autóctones e aumentar a cobertura arbórea nas cidades. Estas soluções ajudam simultaneamente a conservar a biodiversidade, a reduzir cheias, a combater a seca e a refrescar as zonas urbanas durante as ondas de calor.

Outra proposta importante é integrar melhor as políticas da água, da agricultura, das florestas e do ordenamento do território. Muitas vezes cada setor trabalha isoladamente, quando os problemas ambientais estão todos ligados.

O Conselho alerta ainda para a necessidade de controlar espécies exóticas invasoras, recuperar habitats degradados, melhorar a conectividade entre áreas naturais e garantir financiamento estável para que os projetos possam continuar durante muitos anos.

Outro aspeto destacado é a participação das populações. Municípios, agricultores, proprietários, associações, universidades e cidadãos devem ser envolvidos desde o início, porque o restauro da natureza só terá sucesso se for construído com quem vive e trabalha no território.

Restaurar a natureza não é voltar ao passado. É investir num futuro com mais água disponível, solos mais férteis, maior proteção contra incêndios, melhor qualidade de vida e uma economia mais resiliente às alterações climáticas.

Conselho ambiental

Até ao final da consulta pública, dia 19 de agosto, qualquer cidadão pode conhecer o Plano Nacional de Restauro da Natureza e apresentar sugestões. Participar é uma forma simples de ajudar a construir um país mais resiliente, mais rico em biodiversidade e melhor preparado para enfrentar as alterações climáticas. Afinal, restaurar a natureza é investir no nosso futuro. Por isso pode ir a www.participa.pt ou seguir a ligação no site https://participa.pt/pt/consulta/projeto-do-plano-nacional-de-restauro-da-natureza-e-respetiva-avaliacao-ambiental-estrategica e participe

E lembre-se de ajudar a preservar o ambiente!


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