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Preços das casas duplicaram em 157 municípios: devolutos ganham destaque como solução

Entre 2017 e 2025, os preços das casas mais do que duplicaram em 157 municípios portugueses, segundo o Banco de Portugal. As maiores subidas ocorreram na Área Metropolitana do Porto, Grande Lisboa e Península de Setúbal, reforçando a pressão sobre o acesso à habitação. Especialistas defendem que a recuperação de imóveis devolutos poderá ser uma resposta mais rápida e sustentável para aumentar a oferta.

O Banco de Portugal confirma que os preços das casas duplicaram em grande parte do país, com maior pressão nas áreas metropolitanas. A recuperação de imóveis devolutos surge como uma alternativa cada vez mais defendida para reforçar a oferta habitacional.

Casas duplicaram de preço em 157 municípios. Imóveis devolutos podem ser uma aposta em solução
E hoje volto a falar de estudo sobre a habitação…, desta vez divulgado pelo Banco de Portugal, que confirma a sensibilidade da maior parte das pessoas, os preços das casas mais do que duplicaram. Aconteceu em 157 municípios portugueses entre 2017 e 2025. As maiores subidas registaram-se sobretudo na Área Metropolitana do Porto, Grande Lisboa e Península de Setúbal, confirmando uma pressão crescente sobre o acesso à habitação.
Concelhos como Sintra, Seixal, Barreiro, Moita e Setúbal registaram aumentos superiores a 200% no valor mediano das casas vendidas. Ao mesmo tempo, as rendas também continuam a subir, agravando as dificuldades sentidas por jovens e famílias da classe média.
O Banco de Portugal conclui que muitos compradores têm procurado municípios periféricos por serem relativamente mais acessíveis, mas essa deslocação acabou também por inflacionar os preços nessas zonas.
Apesar das medidas de apoio ao crédito jovem e da descida recente das taxas de juro, especialistas alertam que o principal problema continua por resolver: a falta de oferta habitacional.
Entre as soluções mais defendidas estão a aceleração dos licenciamentos, o aumento da construção pública e o incentivo ao arrendamento acessível. No entanto, cresce também a convicção, minha também, de que Portugal continua a ignorar um dos maiores recursos disponíveis: os milhares de imóveis devolutos espalhados pelo país.
Vários urbanistas e especialistas em habitação defendem que a recuperação de edifícios abandonados poderá ser uma resposta mais rápida e sustentável do que a construção massiva de novos empreendimentos. Além de permitir aumentar a oferta habitacional em zonas urbanas consolidadas, a reabilitação de imóveis devolutos ajudaria a combater a degradação urbana e a reduzir a pressão sobre novas áreas de construção.
Em muitas cidades, continuam a existir prédios inteiros fechados há décadas, enquanto os preços da habitação atingem máximos históricos. Para vários analistas, falta vontade política, simplificação burocrática e incentivos fiscais eficazes para transformar património abandonado em habitação acessível.
Outro dos entraves apontados pelo sector é a crescente falta de mão de obra na construção civil. Empresas e promotores imobiliários alertam para a dificuldade em contratar trabalhadores qualificados, situação que tem atrasado obras e aumentado os custos de construção. A escassez de profissionais especializados é hoje vista como um dos principais obstáculos ao aumento da oferta habitacional em Portugal.
As previsões para 2026 apontam para uma desaceleração no ritmo de subida dos preços, mas não para uma descida significativa. O sector bancário estima que os preços continuem a aumentar este ano, embora de forma mais moderada, devido ao afastamento crescente entre salários e valores da habitação.
Ainda assim, o desequilíbrio entre oferta e procura continua a ser apontado como o principal problema estrutural do mercado imobiliário português.
Sem um aumento significativo da oferta, seja através de nova construção, da recuperação de imóveis devolutos ou do reforço da mão de obra no sector, especialistas admitem que o acesso à habitação continuará a ser um dos principais problemas sociais do país nos próximos anos.
O Você Sabia fica por aqui, voltamos para a semana. Até lá, fique bem!

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