Rui Choças destaca desafios, qualidade da água e sensibilização na gestão dos recursos no Alto Alentejo

Entrevista institucional com o diretor geral das Águas do Alto Alentejo, centrada na utilização responsável da água, na eficiência das infraestruturas e na operação diária que garante abastecimento seguro a 40.000 consumidores nos dez municípios do território.

O jornal aponte reforça a sua missão de serviço público com uma entrevista institucional a Rui Choças, diretor geral das Águas do Alto Alentejo, gravada no armazém da empresa e emitida durante as transmissões em direto da Concentração Motard de Ponte de Sor. Uma conversa centrada na gestão da água, na qualidade do abastecimento e na sensibilização dos consumidores para a utilização responsável dos recursos.

A entrevista a Rui Choças, diretor geral das Águas do Alto Alentejo, foi gravada no armazém da empresa e emitida durante as transmissões em direto do jornal aponte na Concentração Motard de Ponte de Sor. O responsável começou por enquadrar os principais desafios de uma entidade jovem, com quatro anos de existência na atual gestão, responsável por um território de 4000 quilómetros quadrados e dez municípios.

A dimensão da área e a complexidade das infraestruturas representam um esforço diário, com 1100 quilómetros de rede de água e 600 quilómetros de saneamento. Segundo Rui Choças, a prioridade passa por garantir eficiência, resiliência e qualidade, transformando modelos de gestão anteriormente municipais. A qualidade da água é monitorizada através de um plano rigoroso, com 3000 a 4000 análises anuais. A água é fornecida pelas Águas do Tejo e, após entrada nos depósitos, o controlo é integralmente assegurado pela Águas do Alto Alentejo. Em 2025, a empresa registou 99,6% de água segura, cumprindo a legislação em vigor.

O diretor geral esclareceu também o episódio recente de coloração da água, amplamente comentado nas redes sociais. O fenómeno resultou de uma intervenção do fornecedor em alta, que ao reparar uma rotura provocou o arrastamento de biofilme existente nas condutas. A situação não comprometeu a qualidade da água nem representou risco para a saúde, embora tenha impacto visual.

A sensibilização dos consumidores é outro eixo central. Rui Choças destacou a importância de hábitos simples, tradicionalmente enraizados na cultura alentejana, como fechar a torneira ao lavar os dentes, reduzir o tempo de banho, evitar lavagem de espaços exteriores com mangueira e utilizar máquinas de lavar com carga completa. Pequenos gestos multiplicados por 40.000 clientes representam poupanças significativas e contribuem para manter a água no subsolo, onde deve estar.

Sobre o saneamento, reforçou que se trata de um sistema invisível, muitas vezes mal utilizado. A empresa encontra fraldas, pensos higiénicos e outros resíduos indevidos nas condutas, o que compromete o funcionamento da rede. A mensagem é clara: o saneamento não é um caixote do lixo.

Rui Choças sublinhou ainda que o trabalho das equipas é contínuo, 365 dias por ano, 24 horas por dia, garantindo que o simples gesto de abrir a torneira corresponde a um serviço complexo e especializado. A empresa tem já definidas prioridades de investimento para os próximos 15 anos, assegurando que residentes e visitantes do território possam continuar a consumir água de qualidade.

A entrevista encerrou com a ideia de que a água é vida e constitui um dos cartões de visita do território, reforçando a importância da gestão eficiente dos recursos num contexto de grande visibilidade pública.


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