Susana Esculcas destaca inclusão, unidade e impacto social no espetáculo da Associação Caminhar

Em entrevista ao jornal aponte, Susana Esculcas sublinha que o espetáculo assinala o aniversário do projeto seis cordas e reforça o investimento contínuo da Associação Caminhar na criação de condições para o ensino musical, inclusão social e desenvolvimento comunitário. A responsável destaca a importância da música como espaço de unidade, partilha e interculturalidade.

No final do espetáculo promovido pela Associação Caminhar, Susana Esculcas destacou ao jornal aponte a importância da música como ferramenta de inclusão, unidade e desenvolvimento social. A responsável sublinhou que o evento assinala o aniversário do projeto seis cordas e reforça o investimento contínuo da instituição na criação de condições para o ensino musical e para a participação coletiva.


Susana Esculcas recorda que o projeto musical da Associação Caminhar “já tem 21 anos” e que ganhou novo impulso com o regresso de Ricardo Souza ao ensino das violas. Esse regresso permitiu o renascimento de várias áreas formativas: aulas de piano, técnica vocal, bateria, a retoma da Tuna e o reforço do Coro Gospel. O objetivo é garantir diversidade de projetos e condições adequadas para todos os participantes.

A responsável explica que a associação tem vindo a investir na sala “A Música Conecta”, procurando assegurar condições de som e acústica que permitam o trabalho coletivo. Embora parte do investimento já esteja realizado, ainda há necessidades por suprir. O espetáculo serviu também como forma de apoiar esse esforço.

Para Susana Esculcas, o concerto foi sobretudo “um concerto de celebração da unidade que a música nos proporciona”. A responsável destaca que os projetos da associação são, acima de tudo, “projetos de inclusão social”, reunindo crianças e jovens de várias nacionalidades. O espetáculo coincidiu com a Semana da Interculturalidade e evidenciou a dimensão intergeracional, com participantes desde crianças até seniores da Universidade Sénior.

A entrevistada reforça que a Associação Caminhar é um espaço onde “independentemente do credo religioso”, as pessoas são recebidas de braços abertos. Muitas crianças que chegam a Ponte de Sor conhecem primeiro a associação antes de qualquer outro espaço. Para Susana Esculcas, o espetáculo mostrou esse ambiente familiar, onde amigos de longa data se reencontram e onde todos têm oportunidade de demonstrar talento.

A responsável sublinha que nenhum evento substitui o trabalho diário da associação: “Estar com as pessoas, perceber as suas necessidades, caminharmos ao lado e podermos ser um apoio.” A música, afirma, tem a capacidade de unir, mesmo quando não se fala a mesma língua. Por isso, investir na música é, para a Caminhar, investir diretamente nas pessoas.

No final, Susana Esculcas agradeceu a presença do público e reconheceu o papel do jornal aponte como parceiro e colaborador próximo da associação.

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