Na antevisão ao Benf. Castelo Branco vs Eléctrico FC, o treinador Emanuel Baleizão reconhece a exigência do adversário, recorda a difícil deslocação aos Açores e reforça que a equipa precisa de pontos para garantir a manutenção no Campeonato de Portugal.
Na análise ao momento da equipa, Emanuel Baleizão começou por recordar a deslocação aos Açores, marcada por condições atmosféricas adversas que prolongaram a viagem. Ainda assim, o Eléctrico FC entrou em campo “com toda a vontade e com toda a entrega própria daquilo que é uma partida do Campeonato de Portugal”. O treinador reconhece que a equipa enfrentou um adversário de grande qualidade e um contexto difícil, sobretudo devido ao relvado sintético e ao espaço reduzido. A partida acabou por dividir-se em duas realidades distintas: “Na primeira parte equilibrámos muito mais a partida… na segunda parte praticamente não existimos”.
Com apenas três pontos somados e 27 ainda em disputa, Baleizão admite que a margem de erro é mínima: “Temos de fazer praticamente uma parte final do campeonato a roçar o perfeccionismo”. O objetivo da manutenção mantém-se inalterado desde o início da época, e o treinador reforça que a equipa tem plena consciência da exigência das jornadas que se aproximam.
Apesar das dificuldades competitivas, Baleizão destaca as condições de trabalho do clube: “Temos o melhor campo, excelentes instalações, toda a gente é bem tratada”. O treinador sublinha que, num contexto assim, “tem que haver rendimento dentro do campo”.
O próximo desafio coloca o Eléctrico FC frente a uma equipa “muito bem apetrechada”, com o melhor marcador da série — Sacra — e com ambições claras de chegar aos dois primeiros lugares. Baleizão identifica dinâmicas táticas distintas no adversário, entre o 4-4-2 e o 3-5-2, e reforça a necessidade de condicionar as suas valências ofensivas.
O treinador destaca ainda o crescimento individual e coletivo do plantel, com jogadores que se estreiam no Campeonato de Portugal e outros que vivem as suas melhores épocas. “Quando eles se juntam, o todo vai ser muito mais do que a soma das partes”, afirma.
Com novos jogos e novas finais pela frente, Baleizão deixa clara a ambição: “Ainda queremos mais, muito mais”. O treinador termina com um apelo implícito à responsabilidade competitiva: “Agora chegou o momento. Nós temos de tocar viola”.