Lino Mendes de Montargil, faleceu a 5 de setembro de 2025 aos 90 anos, foi uma referência incontornável da cultura e comunicação local. Colaborador de longa data do jornal aponte e de outros meios regionais, destacou-se como “a voz de Montargil”, como promotor das tradições e a identidade de Montargil. Fundador de instituições culturais, autor de obra etnográfica e homenageado pelo município, deixa um legado profundo na memória coletiva da comunidade.
Lino Mendes de Montargil, figura incontornável da cultura e comunicação local, faleceu a 5 de setembro de 2025, aos 90 anos. Natural da freguesia de Montargil, no concelho de Ponte de Sor, deixou um legado ímpar na informação regional, no associativismo e na valorização das tradições populares.
Durante décadas, colaborou com diversos órgãos de comunicação social locais e regionais, incluindo o Jornal aponte, onde se destacou como “a voz de Montargil”. Numa era anterior à internet, foi através dos microfones da rádio e das páginas dos jornais que Lino Mendes deu visibilidade aos acontecimentos da freguesia, com especial atenção à cultura e às raízes da comunidade.
A sua dedicação à cultura popular traduziu-se na fundação do Rancho Folclórico de Montargil e do Grupo de Promoção Sócio-Cultural de Montargil, instituições que presidiu com paixão e que continuam a representar a identidade local. Foi também dirigente sindical, membro da Santa Casa da Misericórdia e vereador na Câmara Municipal de Ponte de Sor.
Em 2022, publicou Montargil – Gentes de Antigamente, uma obra de investigação etnográfica que recolhe histórias, ofícios e tradições da comunidade rural. Nesse mesmo ano, a autarquia homenageou-o ao atribuir o seu nome à sala de exposições do Posto de Turismo de Montargil.
Em 2025, subiu ao palco do Teatro Cinema Municipal de Ponte de Sor para receber, na qualidade de presidente honorário, a Medalha de Mérito Municipal Grau Ouro atribuída ao Grupo de Promoção Sócio-Cultural de Montargil.
Lino Mendes parte como símbolo de dedicação à terra, à memória e à cultura. A sua voz permanece viva nas instituições que ajudou a erguer e nas páginas que continuam a contar a história de Montargil.