Mário Amaral recorda uma primeira parte “muito, muito positiva”, admite dificuldades físicas na segunda, explica que a equipa “desde setembro” nunca esteve na máxima força e reforça que falta “uma vitória para garantir o primeiro lugar”, apelando ao apoio no Pavilhão Municipal no último jogo em casa.
Mário Amaral, treinador da equipa de basquetebol do Eléctrico, analisa o momento competitivo da formação ponte‑sorense numa fase marcada por limitações físicas, mas também por uma forte determinação em encerrar a época da melhor forma perante os adeptos. O técnico recorda que o último encontro foi disputado com várias ausências relevantes, sublinhando que a equipa entrou bem no jogo, mas acabou por sentir o desgaste na segunda parte. Com a manutenção garantida, falta agora apenas uma vitória para assegurar o primeiro lugar da série, num jogo que será o último da época no Pavilhão Municipal de Ponte de Sor.
O treinador explica que o encontro anterior ficou condicionado pelo número de jogadores indisponíveis, referindo que a equipa competiu com “quase cinco jogadores lesionados, em que metade deles tem uma utilização enorme”. Apesar disso, o Eléctrico realizou uma primeira parte de grande qualidade, “muito, muito positiva”, sólida defensivamente e eficaz no ataque, chegando ao intervalo com uma vantagem de 18 pontos. A segunda parte revelou, porém, as limitações físicas do grupo, com dificuldades ofensivas que acabaram por afetar também o rendimento defensivo.
Com a permanência já assegurada, o Eléctrico entra agora na reta final da fase de manutenção com um objetivo claro: garantir o primeiro lugar da série. Para Mário Amaral, esse é um passo importante para fechar a época com mérito competitivo, mesmo reconhecendo que o plano inicial vencer todos os jogos desta fase já não é possível. O treinador lembra ainda que, desde setembro, a equipa nunca esteve na máxima força, mas acredita que, para este jogo, poderá contar com mais soluções, ainda que não a 100%, permitindo uma rotação mais equilibrada ao longo da partida.
Sendo o último jogo em casa desta época, o encontro assume também um significado emocional. Mário Amaral destaca a importância de transportar para o Pavilhão Municipal o ambiente positivo que se tem vivido no clube nas últimas semanas, reforçando que “a equipa também precisa” e que “os rapazes também precisam desse apoio”. O treinador reconhece que a época não correspondeu às expectativas iniciais, mas insiste que o grupo “lutou sempre” e demonstrou resiliência dentro das possibilidades.
No take final da peça, surge a reflexão editorial sobre a presença do público e a identidade do clube. É sublinhado que, por vezes, o pavilhão chega a ter mais adeptos a meio da semana do que ao fim de semana, e que este é o momento de reencontrar o caminho até ao Pavilhão Municipal, demonstrando que o espírito do Eléctrico pode ser tão forte em Ponte de Sor como em qualquer parte do mundo. A fechar, destaca‑se a mensagem que sintetiza a mística do clube: quem sentiu o barquinho no peito conhece a verdadeira identidade do Eléctrico, uma Alma Eléctrico que atravessa vitórias, derrotas e gerações.