Alentejo destaca‑se no mercado imobiliário com o maior crescimento do país

O Alentejo registou, no terceiro trimestre de 2025, o maior crescimento do mercado imobiliário residencial em Portugal, com aumentos de 19,8% no número de transações e 38,3% no valor das vendas, muito acima da média nacional. Apesar de Lisboa e Norte continuarem a concentrar o maior volume absoluto de operações, é o Alentejo que reforça o seu peso relativo. A subida expressiva dos preços, associada a rendimentos médios mais baixos e a uma oferta limitada, levanta novas preocupações quanto ao acesso à habitação, sobretudo em territórios onde a valorização é mais acentuada.

O Alentejo foi a região do país que registou o maior crescimento no mercado imobiliário residencial no terceiro trimestre de 2025, com subidas homólogas de 19,8% no número de transações e de 38,3% no valor das vendas, acima da média nacional, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

No conjunto do país, entre Julho e Setembro, o número de transações de habitação aumentou 3,8% e o valor global das vendas cresceu 16,0% face ao mesmo período de 2024. O Índice de Preços da Habitação registou uma subida homóloga de 17,7%, impulsionada sobretudo pela valorização das habitações existentes, que aumentaram 19,1%.

Apesar de o Norte e a Grande Lisboa continuarem a concentrar a maioria das transações em termos absolutos, o Alentejo reforçou o seu peso relativo no mercado nacional. Em sentido contrário, a Grande Lisboa registou uma redução no número de transações, enquanto a Região Autónoma da Madeira apresentou quebras simultâneas no volume e no valor das vendas.

A nível nacional, as famílias mantiveram-se como os principais compradores, representando 88,3% das aquisições de habitação no terceiro trimestre, num contexto em que se observou também uma diminuição das compras por adquirentes com domicílio fiscal fora de Portugal.

O aumento expressivo dos preços da habitação continua, contudo, a levantar preocupações quanto ao acesso à habitação por parte dos residentes em Portugal, em particular nos territórios onde a valorização é mais acentuada. Alguns especialistas têm alertado, e esta é também um alerta que me faz sentido, que a subida dos preços, combinada com rendimentos médios mais baixos e oferta limitada, pode agravar as dificuldades das famílias no acesso à habitação própria e pressionar o mercado de arrendamento, sobretudo fora dos grandes centros urbanos.

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