Quando o calor mata: agir já é urgente

As mudanças climáticas deixaram de ser previsão para se tornarem realidade. O calor extremo já mata centenas de milhares de pessoas por ano e agrava doenças respiratórias, cardiovasculares e mentais. A crise climática é também uma crise de saúde pública e social, exigindo ação imediata para reduzir emissões, abandonar combustíveis fósseis e proteger as populações mais vulneráveis.

Olá e bem-vindos a mais um Aponte Ambiental. Hoje falamos de algo que já não é só previsão — é realidade. As alterações climáticas tornaram-se numa crise de saúde pública e humanitária, e a forma como vivemos e produzimos está no centro deste desafio.

Comecemos pelos números. A Organização Mundial de Saúde afirma que o calor extremo já mata cerca de 540 mil pessoas por ano no mundo. Em 2024, um relatório global destacou que o aumento das temperaturas, a poluição do ar e eventos extremos — como incêndios e ondas de calor — contribuíram para milhares de mortes adicionais e enfermos.

Para além das mortes imediatas, a crise climática agrava doenças respiratórias, cardiovasculares, doenças infecciosas e perturba a saúde mental. A poluição proveniente da queima de combustíveis fósseis — responsável pela maioria das emissões globais — contribui fortemente para estes impactos.

Isto significa que a crise climática não é apenas ambiental — é uma crise de saúde pública, de segurança alimentar, de justiça social. Quem sofre mais são as populações vulneráveis, as pessoas idosas, os filhos, quem vive em áreas expostas a poluição ou sem acesso a infraestrutura adequada.

Mas não estamos condenados. Há ainda tempo para agir. A comunidade internacional — governos, cientistas e sociedade civil — está a alertar para a urgência de reduzir as emissões, abandonar os combustíveis fósseis e adotar uma transição energética justa.

O que pode fazer cada um de nós? Aqui vão algumas ideias concretas:

  • Priorizar transportes públicos, bicicleta ou mobilidade suave sempre que possível.
  • Reduzir o consumo de energia em casa: desligar aparelhos, melhorar isolamento, usar eletrodomésticos eficientes.
  • Apoiar políticas ambientais e iniciativas comunitárias para reduzir emissões e poluição.
  • Exigir transparência e compromisso aos decisores políticos — mudanças estruturais exigem vontade política.
  • Sensibilizar a comunidade sobre os riscos do calor extremo e os benefícios de medidas de mitigação: reflorestação, zonas verdes, espaços de sombra, conservação da biodiversidade.

Este não é um desafio individual apenas — é um compromisso coletivo. Cada gesto conta, mas juntos podemos fazer a diferença. A saúde de milhões depende de escolhas feitas agora.

Conclusão
As mudanças climáticas já estão a matar e a adoecer pessoas. Mas ainda há tempo para evitar o pior. A ação climática é também uma questão de saúde, de direitos, de solidariedade. Proteger o planeta é proteger a vida.

Até à próxima edição do Aponte Ambiental — com mais informação, mais consciência e, esperamos, mais ação.

  • Individualmente, podemos reduzir consumos, optar por transportes mais sustentáveis, combater a desinformação e informar-nos em fontes credíveis.
  • Coletivamente, podemos pressionar por políticas climáticas mais fortes, apoiar iniciativas comunitárias e participar em ações de cidadania climática — inclusive envolvendo jovens e escolas.

A crise climática exige mudanças no nosso dia a dia, mas também exige união e políticas públicas robustas.

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