Refúgios climáticos

Os refúgios climáticos são espaços preparados para disponibilizar sombra, água e temperaturas mais agradáveis durante períodos de calor extremo. Em mais uma edição de aponte AMBIENTAL, é destacada a importância destes locais para a proteção das populações mais vulneráveis, bem como a necessidade de aumentar a presença de árvores, sombra e espaços verdes nas cidades e vilas portuguesas.

Na sequência da parceria estabelecida entre o jornal aponte e a Quercus – Associação Nacional de Defesa da Natureza, semanalmente é tornado público um vídeo dedicado às questões ambientais.

Os refúgios climáticos estão a assumir um papel cada vez mais importante na resposta aos episódios de calor extremo. Estes espaços oferecem condições mais seguras e confortáveis para a população durante os períodos de temperaturas elevadas, especialmente para idosos, crianças e outros grupos mais vulneráveis. Paralelamente, cresce a necessidade de investir em árvores, zonas de sombra, espaços verdes e planeamento climático para tornar cidades e vilas mais preparadas para os desafios das alterações climáticas.

Os refúgios climáticos são espaços onde podemos encontrar abrigo do calor, sombra, água e temperaturas mais agradáveis. Podem ser bibliotecas, edifícios preparados para receber pessoas ou espaços verdes com árvores e zonas de descanso.

São especialmente importantes para proteger quem mais sofre com as ondas de calor, como os idosos, as crianças e as pessoas mais vulneráveis.

Para apoiar esta resposta, o Turismo de Portugal lançou o programa Stay Cool, com um milhão de euros para ajudar as autarquias a criar ou melhorar estes espaços.

Mas atenção: não basta ter um espaço climatizado! Precisamos de cidades e vilas com mais árvores, mais sombra, mais espaços verdes e maior ligação à natureza.

A Quercus alerta também para a falta de planeamento climático: 108 municípios portugueses ainda não tinham Plano Municipal de Ação Climática, apesar de o prazo legal ter terminado em fevereiro de 2024.

E no Alentejo, uma região particularmente exposta ao calor e à seca, já existem 18 locais certificados como refúgios climáticos, distribuídos por cinco concelhos: Almodôvar, Cuba, Mourão, Arronches e Castelo de Vide.

É um primeiro passo importante, mas precisamos de continuar a ampliar esta rede e de tornar os nossos espaços públicos mais frescos, verdes e resilientes.

CONSELHO AMBIENTAL

O meu conselho ambiental é simples: nos dias de muito calor, procure espaços frescos e com sombra, beba água e evite a exposição solar nas horas de maior temperatura.

E, sempre que puder, plante uma árvore ou ajude a preservar as que já existem. Uma árvore hoje pode ser a sombra de que alguém vai precisar amanhã!


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