2026: O Ano do Voluntariado que Liga o Sobreiro, a Cortiça e a Comunidade

No primeiro aponte AMBIENTAL de 2026, destacamos o Ano Internacional do Voluntário para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, proclamado pela ONU. O voluntariado surge como força transformadora, capaz de unir comunidades e reforçar a participação cidadã. No âmbito desta celebração, o programa Green Cork Escolas, da Quercus, lança desafios educativos que aproximam crianças e jovens do sobreiro, da cortiça e da ação ambiental. Do Pré-Escolar ao Secundário, todos são convidados a agir, criar e participar, mostrando como pequenos gestos podem gerar grandes impactos.

Ano Internacional do Voluntário para o Desenvolvimento Sustentável e os desafios Green Cork Escolas

Olá e bem-vindos a mais um Aponte Ambiental. Hoje começamos 2026 com uma data muito especial. A Assembleia-Geral das Nações Unidas declarou este ano como o Ano Internacional do Voluntário para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Esta decisão, tomada através da resolução A/RES/78/127, reconhece algo essencial: o voluntariado é uma força que transforma comunidades, aproxima pessoas e contribui diretamente para um planeta mais justo e equilibrado. Quando alguém dedica um pouco do seu tempo ao bem comum, está também a construir inclusão, coesão social e solidariedade entre gerações.

No campo da educação ambiental, isto ganha ainda mais significado. O Referencial de Educação Ambiental para a Sustentabilidade lembra-nos que formar cidadãos ambientalmente responsáveis passa por desenvolver competências para a participação ativa, crítica e informada. E participar implica agir, envolver-se, sentir que fazemos parte da solução. É neste espírito que surge o contributo do programa Green Cork Escolas da Quercus para este ano letivo. O sobreiro, a cortiça e o voluntariado juntam-se numa proposta educativa que liga a natureza às pessoas e as pessoas ao seu território.

Para as crianças mais pequenas, no Pré-Escolar e no 1.º Ciclo, o desafio chama-se “O voluntariado com cortiça”. A ideia é simples, concreta e cheia de significado. As crianças podem participar numa pequena ação de voluntariado ambiental, como ajudar a recolher rolhas na escola, criar um pequeno objeto com cortiça para oferecer à comunidade ou até entregar uma “rolhinha” a um familiar, explicando porque é que a cortiça é tão importante e como um gesto pequeno pode ajudar. Estas atividades despertam valores de entreajuda, participação e cuidado pelo ambiente.

Para os alunos do 2.º e 3.º ciclos e para as IPSS, surge outro desafio. Chama-se “O sobreiro, a cortiça, o voluntariado e os ODS”. Aqui o objetivo é compreender a ligação entre o local e o global e perceber como diferentes comunidades no mundo inteiro usam o voluntariado como ferramenta de transformação. A proposta é investigar exemplos de voluntariado ambiental, incluindo países ou culturas representadas pelos próprios alunos. Depois, cada grupo cria um cartaz ou uma pequena instalação envolvendo cortiça, sobreiros e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A proposta termina com o envio de uma fotografia e uma legenda que expliquem a mensagem.

No Ensino Secundário e no Ensino Profissional, o desafio pede ainda mais criatividade e capacidade de comunicação. Chama-se “O sobreiro, a cortiça, o clima e… ação!”. Aqui os jovens são convidados a produzir um vídeo de até três minutos que mostre como o sobreiro, a cortiça e o voluntariado podem contribuir para cumprir os ODS. O vídeo deve relacionar estas temáticas com o clima, a ação cidadã e a biodiversidade. É uma forma de fazer ouvir a voz dos jovens e de incentivar a liderança ambiental.

Em todos estes desafios há um ponto comum: o sobreiro e a cortiça como símbolos de sustentabilidade, resiliência e identidade portuguesa. E há um segundo ponto comum igualmente importante: o voluntariado como prática que constrói futuro. Em 2026, a ONU lembra-nos que proteger o ambiente exige não só conhecimento e técnica, mas também participação. O voluntariado cria laços, envolve a comunidade, reforça valores e transforma pequenas ações em grandes resultados.

E aqui fica o nosso conselho ambiental de hoje. Aproveite este Ano Internacional do Voluntário para refletir sobre o que pode oferecer ao planeta e à sua comunidade. Seja uma hora por mês, uma ação com a escola, uma participação num projeto local ou até inspirar outras pessoas a agir. O voluntariado multiplica-se quando é partilhado. E quando associamos esta energia positiva à conservação do sobreiro e da cortiça, estamos também a proteger a nossa paisagem, a biodiversidade e o futuro.

Este foi o Aponte Ambiental. Que 2026 seja um ano de participação, de comunidade e de ação. Até breve.

E lembre-se de ajudar a preservar o ambiente

Artigo anteriorEdgar Rodrigues aponta à recuperação: Tramaga entra em Água Travessa com ambição renovada
Próximo artigoVítor Morgado alerta para a erosão do direito internacional no novo episódio de “aponte SEM RODEIOS”