O Festival Periferias dedica o dia 12 ao ambiente, com a exibição dos documentários “Kopenawa: Sonhar a Terra-Floresta”, centrado na defesa da Amazónia pelos povos indígenas, e “O Canto das Florestas”, que acompanha três gerações de naturalistas nas florestas dos Vosges. Dois filmes que revelam a urgência de proteger os ecossistemas e mostram como o cinema pode ser uma poderosa ferramenta de educação ambiental.
O Festival Periferias volta a unir Portugal e Espanha através do cinema e da reflexão sobre os grandes desafios ambientais. No dia 12, o ambiente assume o protagonismo com dois documentários que revelam a importância da conservação da natureza, da defesa dos povos indígenas e da proteção dos ecossistemas.
Está a decorrer, até ao próximo dia 15, mais uma edição do Festival Periferias, um festival transfronteiriço que une Portugal e Espanha através do cinema, da cultura e da reflexão sobre os grandes desafios do nosso tempo. E no próximo dia 12, o ambiente será o grande protagonista da programação.
O Festival Periferias nasceu em 2013 por iniciativa de cidadãos e é organizado pela Associação Cultural Periferias, em Portugal, e pela associação Gato Pardo, em Espanha. Ao longo dos anos, tem levado cinema de qualidade a territórios do interior, promovendo a descentralização cultural e valorizando o património natural e humano da região de Marvão e de Valência de Alcântara.
O objetivo vai muito além da exibição de filmes. O festival pretende estimular o pensamento crítico, aproximar as pessoas da cultura e contribuir para um turismo mais sustentável, ligado à natureza, à identidade local e à cooperação entre os dois lados da fronteira.
No dia 12, a programação inclui dois documentários que colocam o ambiente no centro das atenções.
Às seis da tarde, no Grupo Desportivo Arenense, em Santo António das Areias, será exibido “Kopenawa: Sonhar a Terra-Floresta”. O filme dá voz ao líder indígena Davi Kopenawa Yanomami, um dos maiores defensores da Amazónia. Através do seu testemunho e da participação de várias personalidades brasileiras, o documentário alerta para a destruição da floresta amazónica, a importância dos povos indígenas na conservação da natureza e os riscos que as alterações climáticas representam para o futuro da humanidade.
Mais tarde, às nove e meia da noite, na Cidade Romana de Ammaia, será apresentado “O Canto das Florestas”, um documentário do fotógrafo de natureza Vincent Munier. O filme acompanha três gerações de uma família de naturalistas numa viagem pelas florestas dos Vosges, em França, revelando a beleza da vida selvagem e mostrando como a observação da natureza pode despertar respeito, conhecimento e vontade de proteger os ecossistemas.
São duas sessões que mostram que o cinema também pode ser uma poderosa ferramenta de educação ambiental, sensibilizando para a conservação da biodiversidade e para a necessidade de proteger os ecossistemas de que todos dependemos.
Conselho ambiental
Sempre que puder, participe em iniciativas culturais que promovam o contacto com a natureza e a reflexão sobre os desafios ambientais. O cinema, tal como a educação ambiental, pode inspirar mudanças de comportamento e ajudar-nos a construir um futuro mais sustentável.
E lembre-se de ajudar a preservar o ambiente!