No aponte AMBIENTAL, José Janela, da Quercus, alerta para o impacto crescente do calor nas escolas e jardins de infância. Muitos edifícios apresentam isolamento insuficiente, recreios dominados pelo betão e falta de sombra, o que afeta diretamente o bem‑estar de alunos e professores. A ciência demonstra que árvores, solos permeáveis e espaços verdes podem reduzir significativamente as temperaturas e melhorar a qualidade do ambiente escolar.
Com as ondas de calor cada vez mais frequentes, as escolas enfrentam desafios que afetam diretamente o bem‑estar de alunos, professores e trabalhadores da educação. No aponte AMBIENTAL, José Janela explica como a falta de sombra, o excesso de superfícies impermeáveis e a insuficiente ventilação tornam estes espaços desconfortáveis. A ciência mostra que árvores, solos permeáveis e recreios verdes podem reduzir significativamente as temperaturas e melhorar a qualidade de vida escolar.
No aponte Ambiental de hoje falamos de um tema que muitos alunos, professores e famílias conhecem bem nesta altura do ano: o calor nas escolas. Com as ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas, será que os nossos estabelecimentos de ensino estão preparados para enfrentar as temperaturas extremas?
As escolas e os jardins de infância deveriam ser espaços confortáveis e seguros, mas a realidade nem sempre é essa. Muitas crianças passam horas em salas demasiado quentes, situação que também afeta professores e outros trabalhadores da educação.
Grande parte dos edifícios escolares foi construída numa época em que as temperaturas extremas eram menos frequentes. Por isso, muitas escolas têm problemas de isolamento, ventilação insuficiente e poucas soluções para proteger os espaços do calor.
A situação é muitas vezes agravada nos recreios. Em muitas escolas predominam o betão, o alcatrão e outros materiais que absorvem calor durante o dia. Pelo contrário, as árvores e as zonas de sombra continuam a ser insuficientes em muitos estabelecimentos de ensino.
A ciência mostra que as árvores podem fazer uma grande diferença. Além de proporcionarem sombra, ajudam a refrescar o ambiente através da evaporação da água. Mas para isso é importante que existam solos permeáveis, onde a água da chuva possa infiltrar-se. Quando tudo é coberto por cimento ou alcatrão, perde-se essa capacidade natural de arrefecimento.
Por toda a Europa existem já exemplos de escolas que estão a remover pavimentos impermeáveis e a criar espaços mais verdes. Estes recreios são mais frescos, mais agradáveis e permitem também um maior contacto das crianças com a natureza.
Além de plantar árvores, existem outras medidas simples que podem ajudar: melhorar a ventilação das salas, instalar sistemas de sombreamento e adaptar algumas atividades aos períodos menos quentes do dia.
Mas há uma questão que começa também a ser debatida em vários países: deve existir uma temperatura máxima para a realização de atividades letivas? O calor excessivo afeta a concentração, o rendimento escolar e a saúde de alunos e trabalhadores. Com as alterações climáticas, este é um debate que Portugal não pode adiar.
Adaptar as escolas ao calor é mais do que uma questão de conforto. É uma medida de saúde pública, de qualidade educativa e de preparação para um clima que já está a mudar.
Conselho ambiental:
Sempre que possível, promova mais natureza nos espaços escolares e na sua comunidade. Árvores, zonas verdes e solos permeáveis ajudam a reduzir o calor, melhoram a qualidade do ar e tornam as cidades mais saudáveis para todos.
E lembre-se de ajudar a preservar o ambiente!